Quando a Instalação Elétrica Não Está Conforme: Como Falar Com o Cliente Sem Criar Conflitos Deixe um comentário

Uma visão real, humana e profissional baseada na experiência diária dos técnicos

Há momentos em que um eletricista entra numa casa e percebe imediatamente que algo não está conforme: cabos fora de norma, proteções antigas, quadros improvisados, ligações sem isolamento, ausência de diferencial, terra deficiente…
É aqui que começa uma das situações mais difíceis da profissão.

Não é um simples “serviço”.
É um conflito silencioso entre:

  • o que o técnico é obrigado a fazer pela lei,
  • o que é necessário para garantir a segurança da família, e
  • o que o cliente está preparado para ouvir.

E é sobre isso que este artigo fala.


🧩 A Verdade Que Quase Ninguém Diz

Grande parte das habitações portuguesas — especialmente as mais antigas — não cumpre as RTIEBT atuais.
Não porque o eletricista anterior fosse incompetente.
Não porque o cliente não cuidou da instalação.

Mas porque:

  • as normas mudaram,
  • os equipamentos evoluíram,
  • as cargas elétricas aumentaram,
  • hábitos de consumo transformaram-se.

Uma instalação de 1995 não foi pensada para:

  • bombas de calor,
  • carros elétricos,
  • climatização constante,
  • placas de indução,
  • máquinas de secar,
  • carregadores rápidos.

E o técnico de hoje é quem herda essa responsabilidade.


🫤 O Momento Crítico: Dizer ao Cliente Que Algo Não Está Certo

Aqui nasce a parte mais sensível.

O cliente chama o técnico porque “só quer trocar um quadro”.
Ou “só precisa do termo de responsabilidade”.
Ou “é só ligar o fogão”.

Mas o técnico olha, avalia e percebe:
👉 “Assim não posso emitir um termo. Está fora da norma e é perigoso.”

O coração aperta.
Não porque o técnico não sabe o que fazer — sabe.
Mas porque sabe que a conversa pode tornar-se desconfortável.

É muito comum o cliente responder:

  • “Mas isto sempre funcionou assim.”
  • “O eletricista anterior disse que estava bom.”
  • “Eu não vou mexer nisso agora.”
  • “Só quero que assine o documento.”

E é aqui que começa a arte — não apenas a técnica — do profissional.


🤝 Como Comunicar Sem Criar Conflitos

A forma como o técnico fala é tão importante quanto o que vai dizer.

Aqui ficam estratégias reais, que funcionam no terreno:

✔ 1. Evitar culpas

Nunca dizer “está mal feito”.
Usar sempre:

“Não cumpre as normas atuais.”

É factual, neutro e profissional.

✔ 2. Explicar o porquê

O cliente precisa de perceber que isto não é “gosto pessoal”, é lei:

“Para eu ser responsável pela instalação, ela tem de cumprir os requisitos mínimos previstos na RTIEBT. Caso contrário, fico legalmente responsável por um risco que não posso controlar.”

✔ 3. Mostrar, não apenas dizer

Fotos, lanternas e apontadores transformam o abstrato em concreto.

O cliente vê:

  • cabos queimados,
  • barramentos improvisados,
  • falta de diferencial,
  • terras defeituosas.

E compreende.

✔ 4. Tranquilizar

Dizer:

“Isto não é culpa sua nem de quem fez. Simplesmente está desatualizado.”

Desarma a tensão.

✔ 5. Explicar o risco real

Não dramatizar.
Não criar medo.
Falar de forma objetiva:

  • risco de choque
  • risco de incêndio
  • responsabilidade legal
  • perda de garantia de equipamentos

⚠️ Exemplos Reais de Situações Sensíveis

Estes casos aumentam a credibilidade e ajudam o cliente a perceber a realidade:

🔸 1. Quadro Antigo Sem Diferencial

O cliente jura que “nunca teve problemas”.
Mas basta explicar:

  • “Hoje a RTIEBT exige proteção diferencial para garantir que qualquer fuga de corrente é detetada antes de alguém se magoar.”

🔸 2. Aterramento Inexistente

Muitas casas antigas não têm terra.
É preciso explicar com calma:

  • “Sem terra, os equipamentos ficam desprotegidos e o diferencial pode não atuar.”

🔸 3. Sobretensões

Poucas pessoas sabem que uma sobretensão pode destruir aparelhos modernos.

  • “É uma proteção que hoje é obrigatória em situações específicas e altamente recomendada em todas as instalações.”

📜 Termo de Responsabilidade: Onde Tudo Se Complica

Para emitir um termo de responsabilidade, o técnico deve garantir que:

  • a instalação está conforme as RTIEBT,
  • foi verificada,
  • está segura,
  • todos os circuitos têm proteção adequada,
  • não existem riscos diretos ou indiretos.

Ou seja:

👉 O termo não é um favor. É uma declaração legal com responsabilidade civil e criminal.

É aqui que muitos clientes precisam de ser educados — com calma.


🔧 Como a Hortavolt Aborda Estas Situações

Na Hortavolt defendemos 4 princípios:

✔ Transparência

O cliente sabe exatamente o que está fora da norma e porquê.

✔ Documentação

Sempre que necessário, fotografamos e apresentamos o que foi encontrado.

✔ Correção com Orçamento Justo

Apresentamos soluções técnicas adequadas, sem excessos.

✔ Respeito

Nunca falamos mal do técnico anterior.
Não sabemos as condições, o orçamento ou a realidade da época.

O foco é sempre:

👉 Segurança do cliente.
👉 Cumprimento das RTIEBT.
👉 Responsabilidade técnica e ética.


🛡 O Cliente Quer Segurança — Mesmo Que Não Saiba Explicar Assim

A verdade é que os clientes só querem duas coisas:

  1. Que a instalação seja segura para a família.
  2. Que o técnico seja honesto, direto e profissional.

Quando a explicação é clara, objetiva e sem julgamentos, a maioria dos clientes compreende e agradece.


🔚 Conclusão: Segurança Primeiro, Respeito Sempre

Chamar um técnico certificado não é apenas contratar alguém “para arranjar um fio”.
É confiar num profissional que tem a obrigação legal e ética de garantir que a instalação cumpre as normas de segurança.

Identificar problemas não é criticar o passado, é proteger o futuro.

E a Hortavolt está aqui para isso:
profissionalismo, transparência, responsabilidade técnica e respeito pelo cliente.


📞 Hortavolt — Inspeções e Correções Profissionais

Acompanhamos instalações novas e antigas, explicamos tudo ao cliente, apresentamos soluções e garantimos conformidade técnica e segurança.

Hortavolt – Profissionais escolhem profissionais.

📱 964 096 055
📧 geral@hortavolt.pt

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